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Sedentarismo e doenças cardiovasculares



A tecnologia nos trouxe muito mais conforto, mas também alguns problemas. Nosso organismo se desenvolveu fazendo muito movimento para caçar, plantar, construir moradia, etc. Com a explosão da tecnologia, a mudança foi muito rápida. Em menos de 100 anos, nosso mundo se tornou muito prático e fácil. Não é necessário fazer força e nem repetir movimentos para praticamente nada. Isso traz consequências negativas para o funcionamento do corpo.

O sistema circulatório pode padecer, e muito, com o sedentarismo, e uma das consequências pode ser o AVC ou AVE, acidente vascular cerebral ou acidente vascular encefálico. Esse problema ocorre, na maioria das vezes, em pessoas com mais ou menos 75 anos de idade, porém, 20% das pessoas acometidas tem menos de 65 anos de idade.

Um AVC leve, algumas vezes, traz sintomas que podem durar apenas 24 horas, mas em outras pessoas pode levar a à morte. No meio disso estão as pessoas que ficaram com sequelas. A maioria apresenta efeitos como perda cognitiva, depressão, diminuição da função física, paralisia lateral entre outros sintomas, e consequentemente sofre uma diminuição da atividade física. Essa diminuição da atividade física acaba causando aterosclerose e hipertensão.

Pessoas que conseguem manter um grau de atividade física elevado mostraram uma recuperação melhor que aquelas que permaneceram sem a atividade. Um estudo, que comparou a recuperação de pacientes usando remédios com pacientes usando apenas exercícios, mostrou que o exercício foi mais eficiente na recuperação dos pacientes (Naci & Ioannidis, 2013). E, ainda, preveniu hipertensão, aterosclerose e diabetes tipo 2.

Outra publicação, de 2013, com 2.188 participantes e envolvendo 45 estudos, concluiu que existem evidências suficientes para se afirmar que exercícios cardiorrespiratórios e um treino misto com caminhada irá melhorar a reabilitação de pessoas acometidas pelo AVC. Essa melhora se dá na velocidade dos movimentos, na tolerância da caminhada e no equilíbrio. Além desses estudos mostrarem que a recuperação pode ser melhor com a prática de exercícios, pode-se afirmar que a prevenção também ocorre em pessoas fisicamente ativas.

Para obter os efeitos positivos do exercício, não são necessários treinos muito fortes, ou acompanhar os modismos. Basta manter uma vida ativa, uma alimentação correta e ter um sono com qualidade. Esta é a melhor forma de se manter saudável e evitar doenças graves como as doenças cardiovasculares.


Dra. Ivani Manzzo

Dra. Ivani Manzo é PhD em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP - EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Lecionou em Universidades por mais de 20 anos e há 10 anos auxilia as pessoas a terem mais saúde e qualidade de vida, prescrevendo exercícios e orientando a alimentação. Atualmente reside nos Estados Unidos, onde trabalha e ministra palestras. Devido   a sua ajuda especialmente a comunidade brasileira, teve seu trabalho reconhecido sendo premiada como Notável da Flórida do ano de 2016. 

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