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A tecnologia nos induz ao sedentarismo, e isso é um risco de vida

June 15, 2016

 

Não é preciso analisar muito para perceber que os seres humanos estão cada dia mais sedentários. Tudo está ficando automatizado e nos dando menos trabalho para fazer. Estamos cada dia permanecendo mais tempo sentados que andando, ou nos movimentando.  Acontece que nosso corpo foi “projetado” para se movimentar!

Em 1970 apenas 2 entre 10 trabalhadores americanos ficavam predominantemente sentados nas horas de trabalho e 3 entre 10 tinham um tipo de trabalho que requeria um grande gasto energético. No ano de 2000, mais que 4 trabalhadores americanos passavam a maioria das horas de trabalho sentados e apenas 2 entre 10 tinham um tipo de trabalho que gastava muita energia. Em 2003 mais de 6 trabalhadores usavam computador no trabalho e mais que 9 entre 10 crianças usavam computadores nas escolas. Entre 1989 e 2009 o número de casas com computadores e internet aumentou de 15% para 69%. O tempo sentado assistindo TV ou dirigindo o próprio veículo atualmente está estimado em 4 horas assistindo TV e 1 hora sentado no carro.

 

Existe, sem dúvida, uma relação entre trabalho físico, energia gasta e saúde. Os estudos têm mostrado uma necessidade de no mínimo 150 minutos de exercícios por semana, de exercícios moderados a vigorosos, na tentativa de prevenir enfermidades cardíacas, diabetes tipo II, obesidade e muitos tipos de câncer.

 

O interessante desses novos estudos1 é que eles mostram não haver uma diferença entre as pessoas classificadas como sedentárias (muito tempo sentadas) daquelas que fazem pouco exercícios (exercícios não vigorosos).  Novos dados têm mostrado que as pessoas que permanecem muito tempo sentadas e que fazem pouco exercício, ainda assim têm o risco de desenvolver obesidade central (no tronco) e doenças cardíacas.

As recomendações são para que as pessoas não permaneçam mais que duas horas sentadas assistindo TV e que se as horas sentadas forem impostas pelo trabalho, estas pessoas devem se engajar em um programa de exercícios vigoroso para poder manter o metabolismo e não desenvolver enfermidades.

 

Somos descendentes de seres que se movimentavam muito e não parece ser estranho que o exercício físico vigoroso nos faça falta. O que gostaria de salientar para as pessoas que ainda não fazem exercícios ou que estejam imaginando ser necessário muito sacrifício, é que o exercício vigoroso para um, pode não ser vigoroso para outro. O que quero dizer é que, os exercícios quando bem dosados e bem prescritos podem sim ser satisfatórios e divertidos. E com certeza trarão saúde.

  1. Mayo Clin Proc. 2010 Dec; 85(12): 1138–1141.PMCID: PMC2996155Sedentary Behavior: Emerging Evidence for a New Health Risk Neville Owen, PhD, Phillip B. Sparling, EdD, Geneviève N. Healy, PhD, David W. Dunstan, PhD, and Charles E. Matthews, PhD

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Dra. Ivani Manzzo

Dra. Ivani Manzo é PhD em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP - EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Lecionou em Universidades por mais de 20 anos e há 10 anos auxilia as pessoas a terem mais saúde e qualidade de vida, prescrevendo exercícios e orientando a alimentação. Atualmente reside nos Estados Unidos, onde trabalha e ministra palestras. Devido   a sua ajuda especialmente a comunidade brasileira, teve seu trabalho reconhecido sendo premiada como Notável da Flórida do ano de 2016. 

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