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Caminhar ou correr? Confira as diferenças

Você pode estar imaginando que essa “moda” de fazer exercícios físicos é recente e que vai passar. Desculpe, mas você está enganado se pensa dessa forma. Platão, que viveu próximo ao ano de 350aC., dizia que o sedentarismo leva à morte. E isso continua verdadeiro até hoje.

Muitos artigos avaliam o risco de desenvolver, obesidade, hipertensão, diabetes entre outras enfermidades com o sedentarismo. Isso é provado. A possibilidade de uma pessoa sedentária desenvolver enfermidades durante a vida é cerca de mais de 80%. Claro que o momento no qual essa enfermidade irá desenvolver é relativo, porém são enfermidades que comprovadamente têm menor incidência em pessoas que praticam exercícios e muitas podem ser revertidas pela prática de exercícios.

Mas, o que é ideal para que você possa manter a saúde e não sofrer as consequências do sedentarismo é entender a necessidade do exercício dando a ele a mesma importância que é dada a alimentação, sono e lazer.

Mas, escolher a atividade de preferência nem sempre é muito fácil. Ocorre que para a maioria das atividades é necessária habilidade e só tem habilidade quem já pratica exercícios. Isso torna o início muito difícil e desestimulante. Dentre as atividades que exigem menor habilidade está a caminhada. Caminhar é natural do ser humano e podemos dizer que todos sabem caminhar. Então vem a pergunta, caminhar é suficiente? Quanto eu tenho que

Um estudo avaliou a relação entre os benefícios de dois tipos de exercícios. A corrida e a caminhada. A questão avaliada é: qual tipo de exercício é mais benéfico para reduzir o risco de morte, corrida ou caminhada?

 

 

O gráfico ao lado publicado no artigo Minimal Amount of Exercise to Prolong Life (ver referência no final do texto), mostra essa resposta. Nele vemos uma análise na redução de todas as causas de morte em função da caminhada e em função da corrida.

Ambas são capazes de reduzir o risco de morte, mas em intensidades diferentes. Isso significa que 25 minutos de caminhada por dia reduz o risco em cerca de 13% e o mesmo tempo, 25 minutos, só que correndo, reduz o risco em cerca de 35%.

Se você não quer correr, não pode correr, não gosta de correr, mas quer reduzir o risco de morte em 35%, você deverá andar por 105 minutos. Essa é a diferença entre correr e caminhar, com relação a redução do risco de morte por sedentarismo. Com certeza, outros hábitos saudáveis como uma boa alimentação e boa qualidade no sono são igualmente importantes. Bom senso sempre é uma boa escolha.

Agora que você já sabe quanto é necessário correr ou caminhar para ter uma vida longa e saudável, é só começar.

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Minimal Amount of Exercise to Prolong Life Chi Pang Wen MD, DrPH , Jackson Pui Man Wai PhD , Min Kuang Tsai MS  and Chien Hua Chen MD, MPH JACC (Journal of the American College of Cardiology), 2014-08-05, Volume 64, Issue 5, Pages 482-484, Copyright © 2014 American College of Cardiology Foundation.

 

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Dra. Ivani Manzzo

Dra. Ivani Manzo é PhD em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP - EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Lecionou em Universidades por mais de 20 anos e há 10 anos auxilia as pessoas a terem mais saúde e qualidade de vida, prescrevendo exercícios e orientando a alimentação. Atualmente reside nos Estados Unidos, onde trabalha e ministra palestras. Devido   a sua ajuda especialmente a comunidade brasileira, teve seu trabalho reconhecido sendo premiada como Notável da Flórida do ano de 2016. 

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