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Como ajudar os filhos a se adaptarem à cultura local …

 

Sonho realizado … Depois de uma longa batalha, finalmente estamos morando nos Estados Unidos!

Quem já fez essa mudança sabe muito bem como é grande essa batalha. Muitas dificuldades, muitos desafios. Acontecem algumas coisas que depois podemos até rir, mas na hora que estão acontecendo fica bem difícil.  Casa, móveis, financiamento, carro … tudo isso é tão complicado, e se você ainda não tem Social Security, pior.

 

E claro, a escola das crianças. Qual escola é a melhor? Preciso de uma casa próxima da escola? O que ensinam na escola? Meus filhos estarão bem preparados para uma universidade, seja aqui ou em qualquer outro l

ugar?  Ah, tudo definido, mudança feita, agora é só viver o sonho.

Sim, os pais têm muitas coisas para pensar e organizar e talvez até seja esperado que uma vez tudo feito sintam que tudo está certo e sob controle. Mas, muitas vezes não. Se faça a seguinte pergunta: você estranha alguns hábitos americanos? Em uma conversa, você que acabou de chegar, as vezes – apenas as vezes – não consegue entender tudo que foi dito? Fica com dúvidas se entendeu realmente a mensagem? Imaginem as crianças em uma sala de aula! “Ah, mas criança aprende rápido…!”

 

As crianças têm sim maior facilidade em aprender o idioma, mas isso não significa que não tenham dificuldades em se adaptar à cultura local, em aceitar e entender o que está acontecendo. Nas escolas no Brasil os comportamentos, as atitudes tanto dos professores quanto dos colegas são muito diferentes. A criança tem uma expectativa de encontrar a mesma coisa, afinal está indo para a escola.  Isso projeta na mente dela que irá encontrar o mesmo que já conhece. Mas o que encontra é algo muito diferente.

 

A dificuldade em entender e aceitar varia muito, mas existe sempre algum grau de dificuldade. O que fazer? Acho que o mais fácil é dizer o que não fazer. A maioria dos pais começa a comparar os ganhos de se estar aqui nos Estados Unidos.

Quer exemplos?

“Muitos coleguinhas no Brasil dariam tudo para poder morar nos Estados Unidos e você está reclamando!”
“Você está tendo uma oportunidade ímpar que poucos podem ter!”
“Vai ser melhor para você, melhor que estar no Brasil.”
“No futuro você vai me agradecer”
“Já, já você estará bem.”

 

Todas essas frases mesmo que possivelmente verdadeiras não ajudam em nada. Não há empatia. Não é isso que irá aliviar os sentimentos de medo, dúvida e ansiedade que as crianças sentem. Os pais são sempre referência para os filhos. E acredite: eles sentem como os pais estão, percebem se há ou não segurança, certezas e acima de tudo atenção com eles. Não estou dizendo que os pais precisam saber com certeza que tudo vai dar certo. Claro que não.  Mas podem compartilhar os sentimentos.  Nesses momentos dar atenção, abraçar e dizer:

“Sei o que você sente … mamãe e(ou) papai também têm medo às vezes, mas estamos juntos e nunca vamos deixar você sozinho; nunca vamos deixar você enfrentar seus problemas sozinho.”

 

Ficar perto e atentos aos sentimentos dos filhos é fundamental para esse momento de adaptação. Acredito que exista um ponto fundamental que é respeitar os sentimentos dos filhos e nunca achar que por serem crianças são sentimentos menores ou mais fáceis de serem ultrapassados. Pode ser que sejam mais fáceis para um adulto mais experiente, mas não para uma criança.

 

Fique perto dos sentimentos dos seus filhos e tente ser solidário, empático. Participe e mostre interesse. As dificuldades não irão sumir, mas serão menores e mais fáceis de serem sanadas.

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Dra. Ivani Manzzo

Dra. Ivani Manzo é PhD em Ciências pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP - EPM com ênfase em obesidade, gestação e exercício. Lecionou em Universidades por mais de 20 anos e há 10 anos auxilia as pessoas a terem mais saúde e qualidade de vida, prescrevendo exercícios e orientando a alimentação. Atualmente reside nos Estados Unidos, onde trabalha e ministra palestras. Devido   a sua ajuda especialmente a comunidade brasileira, teve seu trabalho reconhecido sendo premiada como Notável da Flórida do ano de 2016. 

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